quarta-feira, 15 de junho de 2016

Dourada assada com ervas e limão

Digo muitas vezes aqui no blogue que a minha vida é "8 ou 80".
Passo períodos em que nada acontece, que os dias se sucedem sem grandes acontecimentos e depois alturas em que literalmente tudo acontece.
O último mês foi assim. Um enorme 80, um mês que passou a voar mas que tenho a sensação que correspondeu a 6 meses ou mais.
Foi um mês muito duro. Aconteceram coisas muito boas e muito más. Ao mesmo tempo e a uma velocidade tão feroz que não ri das coisas boas nem chorei ou lamentei as menos boas. Não houve tempo e, se calhar, ainda bem.
De certa forma, parece que realmente tudo tem uma razão de ser.
Agora quero me sentar com calma e voltar aos poucos ao blogue e à cozinha que tanto gosto, mas espera-me um Verão de muito trabalho e muitos casamentos felizes :D (quem não conhece o A Couple of Films é um ovo podre :P)
Por isso, nos entretantos vou fazendo uns peixinhos no forno, daquelas receitas que não dão trabalho nenhum e ficam sempre deliciosas :)

Ingredientes:
1 dourada limpa
4 dentes de alho
2 colheres de sopa de azeite
sal q.b
limão e sumo de limão q.b
tomilho, orégãos e salsa picada a gosto
Preparação:
Tempere o peixe com a mistura das ervas aromáticas (de preferência frescas), os dentes de alho laminados e sal. Coloque uma rodela de limão no "pescoço" do peixe :)
Coloque a dourada num tabuleiro de ir ao forno e regue com azeite e sumo de limão. Junte batatinhas cortadas e com uma fervura e tempere com sal e ervas aromáticas também.
Leve ao forno pré-aquecido a 180º cerca de 4 minutos ou até estar cozinhada.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Bolo Bundt de Alfarroba

Num dos posts anteriores falei-vos sobre o meu fogão e como ele passou a ditar o número de bolos (reduzido por sinal) que se faziam cá em casa.
Ora bem, a culpa não pode morrer solteira, ou melhor, filha única. A verdade é que quando mudei para a nossa mini-casinha-à-beira-mar-plantada trouxe comigo apenas uma varinha mágica que a minha mãe tinha a mais. Na altura haviam outras prioridades e cozinhar para dois não é preciso grandes acessórios.
O tempo foi passando e só me voltei a lembrar que precisava de uma batedeira "como deve ser" no dia em que fiz uma pavlova à mão!
E agora, dez meses depois, continuo sem nada. Apenas uma varinha mágica para ralar a sopa e o aproximar da época da fruta fresca, dos batidos e gelados e a minha indecisão sobre o que realmente devo ter na minha cozinha. É que basta irem a qualquer loja de electrodomésticos para perceberem que há mil produtos e marcas semelhantes e diferentes ao mesmo tempo.
Há sugestões e dicas desse lado? Em troca dou-vos uma fatia deste bolo maravilhoso que encontrei no blogue da talentosa Patrícia :)
Ingredientes:
320 gr de farinha
60 gr de farinha de alfarroba
3 ovos
200 gr de açúcar
150 gr de manteiga
200 gr de creme fraiche
1 colher de sopa de chocolate em pó
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de açúcar baunilhado

(receita ligeiramente adaptada daqui)
Preparação:
Bata os ovos, o açúcar e o açúcar baunilhado durante 10 minutos.
Junte a farinha de alfarroba e o chocolate em pó e incorpore o creme fraiche.
Por fim, misture bem a farinha peneirada.
Leve ao forno pré-aquecido a 180º durante cerca de 45 minutos ou até estar cozido.
Polvilhe com açúcar em pó.


quarta-feira, 4 de maio de 2016

Favas com alheira


























"Faz-me favas com chouriço, o meu prato favorito..."

Falar em favas cá em casa é sinónimo de trautear parte desta música.
A verdade é que nunca fui grande amante de favas. Os meus avós sempre plantaram mas acabavam quase todas no prato do meu pai, que sempre adorou.
Eu como odiava favas cozidas com peixe cozido voltei a experimentar favas no dia em que a minha mãe fez uma espécie de esparregado. Muita cebola, muito azeite e as favas praticamente em puré. E pensei para comigo: favas cozidas? nunca mais!
Na semana passada quando fui a casa dos meus avós havia um saco com favas para mim.
Acreditem ou não, nunca tinha cozinhado favas. Comia sempre aquele "esparregado" maravilhoso da minha mãe e como as favas nunca são em abundância cá em casa, nunca me tinha aventurado a cozinhá-las.
Foi então que pensei começar pelo "básico". Favas com chouriço, ou melhor, com alheira transmontana :)
Ingredientes (para 2/3 pessoas):
400 gr de favas
2 alheiras
1 lata pequena de tomate pelado (ou tomate)
1 cebola
1 alho-francês (parte branca)
1 dl de azeite
chouriço q.b

Preparação:
Descasque as favas. Coza-as em água temperada com sal até estarem tenras.
Corte a cebola e o alho-francês em rodelas. Leve a alourar num tacho com azeite e chouriço cortado em cubos. Adicione o tomate cortado em pedaços e as favas escorridas. Junte, uma a duas colheres de sopa da água de cozedura das favas e deixe cozinhar mais 5 minutos.
Retire a pele às alheiras e corte em pedaços ou forme bolinhas com as mãos. Coloque-as num grelhador até estarem bem cozinhadas de ambos os lados.
Sirva a alheira com as favas.



quinta-feira, 21 de abril de 2016

Bolo Crumble de Ruibarbo


Talvez já se tenham perguntado porque é que ultimamente não aparecem bolos por aqui. Pois, não é por não gostarmos de bolos (ah pois não!) ou pelo facto de bolos não ser a minha "praia" mas, a verdadeira razão/ culpado é o forno.
Quando mudei de casa vinha com o velho hábito de fazer muita comida no forno a lenha da minha avó e por isso, rapidamente percebi que o forno devia ter algum problema. Simplesmente não tostava por cima e queimava em baixo.
Percebemos da pior maneira que tínhamos a tarifa mais baixa de electricidade (no primeiro jantar em que recebemos os amigos) e dali para a frente sempre que ligávamos o forno não podíamos ter mais nada ligado.
Durante o Inverno aproveitei para fazer algumas coisas no forno quando ia jantar a casa da minha avó e muito raramente ia experimentando o forno aqui de casa.
Isto tudo para dizer que este bolo saiu do forno no mesmo dia que a receita anterior dos canelones. O crumble estava pálido e mal cozido e resolvi regulá-lo à temperatura máxima enquanto fotografava os canelones. Pronto, truque perfeito :)
Todos nós temos pequenos truques mas que omitimos. Porque no fim de contas o que interessa é o resultado final. Um bolo que durou...quase nada!
Cá em casa somos um bocadinho doidos por bolos com fruta e por isso a primeira receita a ser marcada no maravilhoso livro Honey and Jam foi este bolo crumble de ruibarbo. Ruibarbo esse que me continua a crescer ano após ano (sem precisar de plantar a cada ano) no quintal dos meus avós e por isso, ando sempre "à cata" de receitas novas. Como sei que é bastante caro, experimentem usar maçãs ou morangos. Acredito que deve ficar maravilhoso. (Fico à espera das vossas sugestões :) ah e podem ver aqui este bolo crumble delicioso)


(receita daqui. Em vez do creme servi com iogurte grego)

Ingredientes:
Para o crumble:
100gr de açúcar amarelo
60 gr de flocos de aveia
30 gr de farinha de aveia (triturei os flocos de aveia)
1 colher de chá de canela
1 colher de chá de cardamomo em pó
55gr de manteiga derretida

Para o bolo:
250 gr de farinha
1 colher de chá de fermento
1 colher de chá de gengibre em pó (opcional)
100gr de manteiga amolecida
200gr de açúcar
1 ovo grande
120ml de buttermilk (coloque 1 colher de sopa de sumo de limão no leite e deixe repousar)
5 a 6 talos de ruibarbo
1 pitada de sal

Preparação:
Para o crumble: Misture todos os ingredientes com as mãos até ter uma consistência "arenosa". Reserve.
Para o bolo, pré-aqueça o forno a 180º.
Numa taça misture a farinha, o fermento, o gengibre e o sal.
Bata o açúcar e a manteiga durante 3 a 5 minutos, até ter uma consistência fofa. Acrescente o ovo misture bem.
Junte metade da mistura de farinha, depois o buttermilk e por fim a restante farinha, Misture bem e no final junte o ruibarbo (previamente cortado em pedaços pequenos e polvilhados com açúcar)
Coloque a massa numa forma de bolos ou outra e por cima espalhe o crumble.
Leve ao forno cerca de 45 a 50 minutos ou até o bolo estar cozido . Sirva com creme inglês, uma bola de gelado ou simplesmente iogurte grego.